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Entidades classificam como positivo modelo de distanciamento controlado sugerido por Leite

30/04/2020

Governo do Estado receberá até 2 de maio sugestões para o novo decreto, que deverá ser publicado no dia

O governador Eduardo Leite apresentou nesta quarta-feira (29) a proposta de distanciamento controlado a ser implementado no Rio Grande do Sul durante a pandemia de coronavírus. Os detalhes foram divulgados em reunião que ocorreu de forma virtual e contou com a presença de integrantes de comitês envolvidos com o tema no governo, presidentes dos poderes Judiciário e Legislativo e representantes de universidades e entidades ligadas aos municípios e a setores econômicos.

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Durante cerca de uma hora, Leite detalhou a proposta do governo, que deverá ser divulgada ao público nesta quinta-feira (30), em entrevista coletiva. GaúchaZH teve acesso ao documento, que possui 81 páginas e projeta quais as ações que devem ocorrer para flexibilização de atividades. Houve, por exemplo, a classificação do coronavírus em cada localidade do território gaúcho. As regiões de Lajeado, no Vale do Taquari, e Passo Fundo, no norte gaúcho, foram consideradas as de maior risco no Rio Grande do Sul, incluídas na bandeira vermelha, categorização que fica atrás apenas da preta, que representa risco máximo. A classificação contabiliza, entre outras variáveis, incidência e velocidade de proliferação do vírus, e ocupação de leitos de UTI.

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As entidades representativas terão até 2 de maio para apresentar propostas de alterações. No dia 6, um novo decreto, já com o chamado distanciamento controlado, deverá ser publicado. A tendência é que os atuais decretos sejam renovados até essa data, ou seja, permanecendo tudo como está, já que são válidos até 30 de abril.

“Luz no fim do túnel”

De maneira geral, o modelo de distanciamento controlado foi bem recebido pelas entidades representadas na reunião. O presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Estado do Rio Grande do Sul (Fetransul), Afrânio Kieling, diz que “ficou muito surpreso e muito feliz” por ter visto “uma luz no fim do túnel”.

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— É importante que o governador faça esse movimento para a sociedade gaúcha para dizer: olha, eu quero retomar atividades, mas com toda a segurança. Nós, do setor privado, da sociedade civil organizada, também queremos que seja feito com muita segurança. Quero dar os parabéns ao governador do Estado e ao time dele — destaca o empresário, que adianta que a entidade apresentará sugestões ao Piratini: segundo Kieling, o setor de transporte de cargas “parou 50%” com a pandemia.

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O presidente da Fecomércio, Luiz Carlos Bohn, admite que o modelo sugerido não é o suficiente para amenizar os prejuízos do setor, mas que é um movimento importante.

— Tudo que leva para abrir, nós estamos aceitando como boa proposição. Nós vamos colaborar. Inclusive, vou fazer reunião interna para decidirmos — adianta Bohn.

Pelo entendimento do presidente da Fecomércio, maio deverá ser marcado como o mês de tentativa de retomada das atividades e de avaliação dos movimentos.

— O governo agora não está usando somente o critério de disponibilidade de hospitais, mas outros sete também. Ele (o novo modelo de distanciamento controlado) é bom, é bem detalhista — sustenta.

A posição é compartilhada pelo presidente da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Eduardo Russomano Freire.

— É importante o governo ter um planejamento, ter a definição de regras. E são critérios que garantem mais segurança para as ações tomadas pelos prefeitos — destaca Freire.

O presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo, também elogiou a medida:

— Esta é uma construção equilibrada, baseada em critérios que têm como objetivo, onde for possível, uma flexibilização responsável. Tudo baseado em protocolos, como por exemplo: a entrada controlada em estabelecimentos e o uso de máscaras; uma atitude individual, mas com benefício coletivo. A Assembleia Legislativa tem contribuído neste sentido através do Fórum de Combate ao Colapso Social e Econômico para proteger a vida e os setores produtivos. Se cada um fizer a sua parte, todos avançam.

 

Postado originalmente na GaúchaZH.

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