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#RetrospectivaComunitas – Confira alguns dos aprendizados que Anna Peliano deixou para o campo social

16/12/2021

A professora Anna Peliano deixou um importante legado no campo social. Reconhecida por sua importante contribuição para programas de combate à fome e à pobreza no Brasil, as pesquisas desenvolvidas por ela foram imprescindíveis para subsidiar o estudo do Mapa da Fome, do Frei Beto (o Betinho), e para viabilizar o programa federal de transferência de renda, o Bolsa Família. 

 

Na Comunitas, atuou como coordenadora do BISC (Benchmarking do Investimento Social Corporativo), pesquisa realizada anualmente pela organização para ajudar a qualificar os investimentos sociais realizados voluntariamente pelas empresas do país. 

 

Confira alguns aprendizados que Anna Peliano deixou, que podem impactar pessoas, replicar iniciativas e gerar inovações no campo social:

“Nós sabemos que os problemas da sociedade não vão ser resolvidos apenas com políticas públicas”.
Aqui, Anna Peliano defende a mobilização tanto da sociedade, quanto do setor privado e das organizações da sociedade civil, para ajudar a impactar as políticas públicas de acordo com as necessidades sociais. Esse é um dos pilares da atuação da Comunitas, que é especializada em modelar e implementar parcerias sustentáveis entre os setores público e privado, gerando maior impacto do investimento social, com foco na melhoria dos serviços públicos e, consequentemente, da vida da população. Além disso, ela defendia que, apenas através dessa mobilização, é que será possível atingir os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU em 2016. 

 

“O BISC não é só produtor de estatística”

A professora Anna explicava a importância do BISC, definindo a pesquisa, inclusive, como uma ferramenta de apoio à gestão, visto que traz informações importantes para que as empresas se inspirem e desenvolvam sua atuação no campo social. O setor corporativo está investindo mais e de uma forma mais qualificada, investindo em capacitação de pessoal para que o investimento social corporativo (ISC) se consolide fora do campo assistencialista e seja um pilar importante da atuação das organizações. 

 

Apesar de ter sido um dos maiores nomes do terceiro setor e do mapeamento dos ISCs, Anna Peliano era, acima de tudo, uma professora. Muitas vezes, atuou como mentora das empresas em diversos dilemas que surgiam com relação à atuação social do setor privado, além de orientar meios de como ser mais efetivo, fazendo com que os recursos aportados chegassem a quem realmente precisa. 

 

A necessidade de continuar avançando na fronteira do conhecimento dos investimentos sociais corporativos permanece, pois esses investimentos são mutáveis e é preciso aprender a capturar, de uma forma contínua, essa mutação. A socióloga estimulava a pensar grande e a ousar para ajudar a mudar a realidade do país, deixando um legado importante em políticas públicas e no campo social. 

 

“Os investimentos sociais tendem a ser mais profissionalizados, mais comprometidos com a comunidade e feitos com mais transparência”.

Em uma análise sobre as tendências atuais do investimento social corporativo, Anna Peliano explicou que os ISCs são originados na filantropia, nas pressões da sociedade e nos interesses de negócios. Porém, com o surgimento das novas mídias, as empresas passaram a sofrer uma fiscalização maior por parte dos cidadãos, que cobram um maior comprometimento e maior transparência por parte delas. Dessa forma, todos esses fatores combinados podem contribuir para avanços importantes no campo do investimento social privado.  

 

“Eu fico muito entusiasmada quando vejo empresas e institutos se organizando para contribuir com o desafio de alcançar um desenvolvimento sustentável para o planeta”. 

Em 2016, a professora Anna fez uma análise sobre o investimento social privado e os ODS, que pode parecer antiga hoje, mas que foi bastante inspirador para a época. De acordo com ela, é de fundamental importância que as empresas e institutos/fundações ajustem suas atuações no campo social à Agenda 2030 da ONU, sendo necessário que essas organizações analisem os projetos que estão desenvolvendo no campo social e de que forma elas podem contribuir para o alcance dos objetivos. Em sua análise, a socióloga defendeu o  investimento social privado como um alavancador dos ODS, considerando que os aportes realizados pelas empresas de forma estratégica podem contribuir para o desenvolvimento sustentável do planeta.

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