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Lançamento BISC 2020: confira respostas para dúvidas remanescentes do público

12/11/2020

A Comunitas lançou, na última terça-feira (10), os destaques do BISC 2020, durante um encontro realizado ao vivo. O relatório trouxe os últimos dados do investimento social corporativo brasileiro, com uma ênfase especial nas experiências e aprendizados obtidos pelas empresas que integram a Rede BISC durante as ações de enfrentamento à pandemia de Covid-19.

Leia também: Comunitas no Valor Econômico | Pandemia fortalece redes de ação social

Durante o encontro, nem todas as perguntas do público, formado por mais de 140 pessoas, puderam ser respondidas, e por isso trouxemos as respostas para elas abaixo. Confira:

 

Na prática, o que vocês consideram a mudança real das atuações socioambientais das empresas para um posicionamento ESG?

Os fatores ESG estão diretamente relacionados ao movimento mais amplo de sustentabilidade do setor privado e, em algumas edições da pesquisa BISC, temos buscado explorar diversos aspectos da política de sustentabilidade das empresas, especialmente aqueles que revelam a inserção dos investimentos sociais nesse processo. Em 2018, a pesquisa BISC teve um tópico especial dedicado inteiramente a esta pauta. Segundo os resultados obtidos naquele ano, o alinhamento dos investimentos sociais à política de sustentabilidade está presente em mais de 70% das organizações da Rede BISC. Isso significa que tais políticas vão além das questões econômicas e ambientais e buscam incorporar a dimensão da qualidade de vida da população. Segundo a percepção de 92% dos respondentes, esse processo de alinhamento dos investimentos sociais aos negócios, que vem ocorrendo nos últimos anos, contribuiu para fortalecer as relações entre as práticas sociais e as demais dimensões da estratégia de sustentabilidade das empresas.  Em relação à questão da governança da política de sustentabilidade, o que se extrai do BISC é um movimento interno crescente de integração de diferentes áreas nos processos decisórios – 83% das empresas criaram formalmente um Comitê de Sustentabilidade, ou estrutura similar, para conduzir sua política de sustentabilidade e, na maioria dos casos (70%) os responsáveis pelos investimentos sociais da empresa, ou do instituto, participam dessas instâncias, revelando a existência de espaços formais para a integração e governança dos investimentos sociais e ambientais.

>> Não deixe de acessar o relatório completo de 2018, disponível aqui.

 

Como mantermos e ampliarmos os aprendizados para as próximas ações e iniciativas junto às OSCs no que tange às escolhas e coparticipações de diferentes stakeholders nas decisões de ISP?

O que extraímos dessa experiência e consideramos fundamental para o fortalecimento das OSCs será a manutenção, em 2021, de medidas especiais que foram adotadas pelas empresas nesse ano, tais como: flexibilidade, relação de confiança, capacitação e apoio institucional. Para tanto revelou-se fundamental a participação interna de diferentes setores das empresas, tais como, a área jurídica, de compliance, de relações institucionais e de comunicação.

Por outro lado, no âmbito externo, a aproximação recente das empresas com as OSCs e o seu reconhecimento sobre a importância do trabalho em rede para a condução das práticas sociais podem também ajudar nessa direção.  Cabe agora ampliar a rede de parceiros, aprimorar os processos de participação de cada um dos atores e promover uma maior divulgação dos benefícios gerados por essa integração.

Em resumo, internamente se faz necessário dialogar e fomentar o engajamento de outras áreas e, externamente, continuar o processo de escuta e diálogo com as organizações da sociedade civil.

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Considerando a visão apresentada por vocês, de um maior diálogo com as comunidades, a compreensão das prioridades e as customizações participativas, em projetos em ação e, também, observando a nota menor de monitoramento e avaliação, não seria importante nesse cenário melhorar a análise de resultados e impactos? Para direcionamento da estratégia e comunicação clara com stakeholders?

Realmente, já temos destacado em diversas edições do BISC que a avaliação tem sido um grande desafio e uma dificuldade a ser enfrentada pelas empresas.  Não obstante, temos observado avanços significativos no monitoramento da gestão dos projetos e na avaliação de seus resultados mais imediatos. Por sua vez, a avaliação de impacto é mais profunda, de médio/longo prazo e envolve o controle de outros fatores, muito mais amplos e não relacionados diretamente à atuação do investimento social das empresas. Isso tem se configurado como um dificultador na avaliação de impacto por parte do setor privado, não só no Brasil. Apesar disso, cabe registrar que as empresas estão cientes da necessidade de avançar nessa agenda e buscando identificar caminhos para a sua realização. Contudo, a complexidade desse tipo de avaliação demandará mais tempo e maturação.

 

Vocês acreditam que o interesse das empresas em apoiar ações na área de saúde, devem permanecer no pós-pandemia?

Se houver demandas e necessidade fortes, as empresas deverão responder, como o fizeram em 2020. No entanto, ainda não sabemos como a pandemia vai se comportar no próximo ano… o que observamos no BISC foi que o tema entrou na agenda e pauta das empresas, mas ainda não sabemos o que será feito nessa área no futuro próximo.  Acreditamos que vai depender das necessidades e demandas locais. O fato é que, independentemente das atividades que serão desenvolvidas no campo da saúde, as empresas deverão buscar dialogar, cada vez mais, com gestores públicos, pois houve um reconhecimento generalizado da importância do alinhamento e da articulação com as organizações governamentais para efetividade e legitimidade das ações do setor privado.

Leia também: Comunitas lança pesquisa BISC e traz dados sobre investimento social na pandemia

 

Como estão se preparando para a segunda onda, que está por vir?

O aprendizado de 2020, nessa primeira onda, permitirá o aprimoramento e fortalecimento para uma eventual segunda onda de COVID-19. Como as empresas já demonstraram capacidade para oferecer respostas de forma ágil e flexibilidade para atender uma emergência, se essa segunda onda surgir no Brasil, a expectativa é de observamos o fortalecimento de um pacto coletivo entre os diferentes setores da sociedade.

 

 

>> Confira todos os dados do BISC 2020 clicando aqui.

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