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Bate-Bola | O cientista político Luiz Felipe d’Avila é o participante da vez

22/08/2017

Luiz Felipe D’Avila é diretor-presidente do Centro de Lideranças Públicas (CLP), organização que desenvolve líderes públicos empenhados em promover mudanças na administração pública brasileira por meio da eficácia da gestão e da melhoria da qualidade das políticas públicas. Organização parceira, a Comunitas oferece bolsas de estudos no CLP para gestores públicos integrantes do Programa Juntos, visando o fortalecimento de lideranças públicas.

Formado em ciências políticas pela Universidade Americana em Paris e mestre em administração pública pela Harvard Kennedy School, é autor de livros como “10 Mandamentos: do país que somos para o Brasil que queremos” e “Caráter e Liderança”.

É membro do conselho do Tribunal Superior Eleitoral, formado por especialistas em diversas áreas para auxiliar a corte a identificar irregularidades como fraudes e gastos indevidos. É, também, membro dos conselhos do Instituto Millenium, Instituto Fernando Henrique Cardoso e do IRICE (Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior).

 

Qual o valor estratégico obtido pela sociedade com ações de incentivo ao fortalecimento das lideranças públicas?

Luiz Felipe D’Avila: Boas lideranças públicas são fundamentais para promover a melhoria das políticas públicas e da gestão pública

O servidor público, especialmente o municipal, está na ponta dos serviços públicos prestados ao cidadão. Como estimular sua a vontade de desenvolver suas habilidades, aprimorando a prestação da sua função?

D’Avila: O servidor público tem um papel fundamental na implementação de políticas públicas. É preciso criar mecanismos que permitam mensurar o resultado de políticas públicas e também de desempenho dos servidores para que os bons sejam reconhecidos e sirvam de exemplo para os outros. Nada estimula mais o bom trabalho do que reconhecimento e distinção.

Quais os principais desafios das lideranças públicas municipais com o atual cenário brasileiro?

D’Avila: Os municípios precisam focar em três coisas: manter as finanças públicas equilibradas; ter coragem para combater a ineficiência e o desperdício dos serviços públicos e focar nas atividades que fortaleçam a vocação econômica do município.

A aproximação do setor público com o setor privado pode auxiliar no enfrentamento desses desafios?

D’Avila: Sim. A parceria do setor público com o setor privado é fundamental para aproximar a sociedade do governo e trabalharem juntos na busca de soluções para problemas públicos que já não podem mais ser enfrentados apenas pelo governo.

Qual o perfil da nova geração de lideranças públicas brasileiras?

D’Avila: Líderes que tenham coragem de correr risco e enfrentar os problemas que debilitam a implementação de políticas públicas inovadoras e que estejam focados na defesa imperiosa da boa gestão pública e da ética no trato da coisa pública.

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