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Reunião marca lançamento de publicação da Escola de Comer

“Até 2014, somente 40% dos alunos se alimentavam na escola e, em 2017, o número chegou à 90%. O projeto deu tão certo que, além dos alunos, parte dos professores também se alimentam na escola”.

Com essa frase, Ana Bueno, coordenadora do programa, explicou um pouco sobre a importância da Escola de Comer – iniciativa desenvolvida em Paraty (RJ) com apoio do Programa Juntos – para a educação pública da cidade, durante a reunião que marcou o lançamento da publicação “Escola de Comer, alimentação escolar de qualidade”, realizada hoje (25), na sede da Comunitas.

Além da coordenadora, o encontrou contou com a presença de Carlos José Gama Miranda – o Casé, prefeito de Paraty, e de Alice Damasceno e Alvaro Modesto, da Fundação Cargill – organização apoiadora da publicação. Participaram também Ronyse Pacheco, diretora do Programa Juntos, Patricia Loyola, diretora de Gestão e Comunicação da Comunitas, e a coordenadora da pesquisa BISC e especialista em políticas públicas, Anna Peliano.

“A procura de outras cidades para conhecer a Escola de Comer demonstra a importância da iniciativa. Essa publicação é fundamental e servirá para ampliar os impactos das atividades para outras localidades”, afirmou Alice.

O prefeito explicou que o programa serviu até mesmo de estímulo econômico para a cidade. Para que fosse possível ter os alimentos frescos nas escolas, era necessário mobilizar e instrumentalizar os agricultores familiares locais, que haviam se afastado da atividade por conta da baixa demanda por seus produtos. Com o projeto de requalificação da merenda, voltaram a ter na agricultura familiar sua principal ocupação e, cada ano que passa desde o início das ações, tem crescido o número de agricultores participantes – passando de 100 atualmente.

Engajando a sociedade civil no projeto, diversos chefs de cozinha voluntários tornaram-se padrinhos e madrinhas das cozinhas das escolas municipais de Paraty, ao doar seu tempo orientando merendeiras para a melhoria da qualidade da alimentação e contribuir para a definição de cardápios que valorizem os ingredientes locais.

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Também com o apoio dos padrinhos, os alunos estruturam hortas comunitárias nas escolas do município e na transformação das experiências do projeto em conteúdo pedagógico. A meta é incluir os produtos no cardápio da merenda escolar e proporcionar aos alunos uma vivência diferenciada nas escolas, com o reforço dos lanços entre os estudantes e seus pais.

“Como reflexo dessa política de alimentação, vemos as mães indo à escola pedir a receita do que o filho está comendo, porque ele pede para a mãe fazer o mesmo”, disse a coordenadora.

Durante o encontro, Ana apresentou algumas ações realizadas para implementar a Escola de Comer, como, por exemplo, o investimento na formação das merendeiras, com reuniões de engajamento com educadores e gestores e um um concurso de melhor receita – tudo voltado para a valorização da profissional.

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Além do ganho nutricional dos alunos e fomento econômico da região, a Escola de Comer resulta na valorização da identidade gastronômica das crianças e adultos paratinenses e reconhecimento e apropriação da comunidade com o programa. O programa, inclusive, foi um dos pontos importantes para a cidade conquistar o título da Unesco de Cidade Criativa para a Gastronomia.

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Ainda segundo Ana, a Escola de Comer hoje significa muito mais que um projeto que garante a merenda de qualidade para as crianças das escolas. O projeto se tornou um programa municipal, que coloca lado a lado a sociedade e o poder público, construindo ações em conjunto.

“Nem todos ainda se deram conta, mas com o cardápio proposto, foi possível levar para muitas famílias hábitos saudáveis por meio da introdução de alimentos que previnem vários problemas de saúde, da obesidade à desnutrição”, contou a coordenadora.

O futuro da Escola também foi abordado durante a reunião. As lideranças do projeto pretendem estimular cada vez mais a participação dos estudantes no projeto, com a criação de fantoches, quadrinhos, ludificação, abecedário, além da produção de um caderno de referência.

Criada há quatro anos, a Escola de Comer conta atualmente com 24 padrinhos, 70 merendeiras, 32 escolas – impactando cerca de 6000 alunos das escolas públicas municipais de Paraty.

 

 

Sobre a Fundação Cargill

Há mais de 40 anos, a Fundação Cargill tem sido um agente transformador nas comunidades e causas em que atua. Seu foco de atuação está voltado à promoção da alimentação saudável, segura, sustentável e acessível, com iniciativas que vão desde o campo até o consumidor final. Em 2017, a Fundação Cargill desenvolveu e apoiou 45 projetos em 61 municípios, além de fomentar o trabalho de 51 comitês de voluntariado corporativo. Com a ajuda de 852 voluntários, a instituição beneficiou 51.554 pessoas. Mais informações: www.alimentacaoemfoco.org.br.

 

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