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Porque as empresas acreditam no esporte como motor de transformação social

Estamos em meio à Copa do Mundo de futebol masculino, certo? Mas você já parou para pensar na importância do esporte na vida de milhões de pequenos e grandes brasileiros, que viram na prática uma oportunidade de, muitas vezes, escapar da situação de vulnerabilidade social. Talvez seja o exemplo do craque Gabriel Jesus, atacante da seleção brasileira de futebol. Nascido e criado somente pela mãe no Jardim Peri, bairro da zona norte de São Paulo, foi revelado em um campo de terra de um presídio militar.

Conscientes do valor do esporte para a vida dos brasileiros, o setor privado tem promovido a prática por meio de investimentos sociais, principalmente com a Lei de Incentivo ao Esporte, número 11.438/06. Em 2008, foi destacada a concentração dos incentivos fiscais nos projetos culturais apoiados pela Lei Rouanet. De lá para cá, diversos incentivos foram criados, entre eles a Lei de Incentivo ao Esporte, e tomaram uma parte da fatia dos investimentos sociais corporativos.

Confira abaixo como se distribuem os incentivos sociais captados:

“A gente está caminhando para não deixar nenhum incentivo de fora. Até aqui temos utilizado mais a Lei Rouanet e a Lei do Esporte, que permitem captar para projetos que o proponente pode desenvolver”, disse um executivo social de empresa do setor industrial.

Umas das organizações participantes do BISC, a Fundação Vale promove o esporte como instrumento de inclusão social e desenvolvimento humano, contribuindo para que crianças e jovens, por meio da prática esportiva, tenham uma vida mais saudável. Além da atividade física, os projetos estimulam, por meio dos princípios e valores do esporte, o desenvolvimento da convivência social, a promoção da saúde e o aprimoramento da consciência crítica e da cidadania, buscando ainda criar novas oportunidades de vida e trabalho para adolescentes e jovens.

Um dos projetos é o programa Brasil Vale Ouro, iniciativa que usa o esporte como instrumento de formação socia ao oferecer aulas a cerca de 2.500 alunos em seis polos espalhados pelo Brasil, divididos em turmas de acordo com o estágio de maturidade desportiva de cada participante. ​

Já o Itau, formalizou em política interna o direcionamento de que todo investimento realizado pelo banco deve visar contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Em 2017, o Itaú investiu por meio de incentivos quase R$ 17 milhões em 18 projetos ligados ao esporte. Entre eles, o “Tênis para Todos Paraisópolis”, realizado na comunidade conhecida como a segunda maior comunidade da capital paulista, que utiliza o esporte como caminho para transformação social quando usado como poderosa ferramenta pedagógica.

O Santander é outra instituição bancária vê o esporte como ferramenta social. A instituição patrocina estações de ginástica e alongamento em diversas localidades espalhadas pela cidade de São Paulo, levando às ruas a oportunidade das pessoas praticarem atividades físicas ao ar livre e gratuitamente. Além disso, oferece gratuitamente uma academia ao ar livre no Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo, em uma área de 200 m², com equipamentos e professores de educação física para orientar os alunos nas atividades.

“O esporte, assim como a cultura, tem-se um espectro maior de projetos que abrangem vários graus de participação e doações por meio do incentivo fiscal. Então você tem projetos muito comunitários, como o esporte na escola, e pode ter também projetos de grande monta”, explicou outro executivo social.

 

Clique aqui e confira o relatório BISC 2017, que acompanhou os investimentos sociais corporativos brasileiros durante os últimos 10 anos.

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