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Dados do BISC são apresentados em seminário da FIESP

Pesquisa foi utilizada para fazer uma retrospectiva da atuação social corporativa nos últimos 10 anos.

Os dados do último Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC), que completou uma década de história em 2017, foram apresentados pela coordenadora da pesquisa, Anna Peliano, durante o Seminário de Investimento Social Corporativo, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), na manhã de hoje (19).

Foto: FIESP

“É importante que o setor produtivo do país, além de se preocupar com os lucros, também se interessem pelo bem-estar daqueles que trabalham para ele e com a população em geral”, afirmou Raul Cutait, presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social da FIESP.

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Durante a roda que debateu o Panorama do Investimento Social Privado, Anna Peliano demonstrou diversos destaques do BISC 2017. Como, por exemplo, a crescente tentativa das empresas de alinhar os investimentos sociais aos negócios – atualmente, 75% das empresas integrantes do grupo BISC destinam metade dos recursos para fortalecer esse alinhamento.

Nesse sentido, a coordenadora explicou que, na esteira do alinhamento aos negócios, cresceu a atenção às comunidades que vivem no entorno dos empreendimentos econômicos. “Essas empresas viram a necessidade de criar canais de diálogo com as comunidades do entorno, usando o que chamamos de ‘licença social’ para operar”, explicou.

Outro ponto abordado pela especialista foi o anseio das empresas de participar mais efetivamente da transformação social. Para isso, estão concentrando seus esforços em organizações melhores estruturadas, visando obter mais impactos, em oposição a pulverização dos investimentos em diversas entidades.

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“Foco, qualidade, participação, resultados, estratégia, comunicação, inovação, alinhamento às agendas públicas, controle e apoio institucional: essas são as palavras-chave para as empresas que anseiam maior impacto com seus investimentos sociais corporativos”, disse Anna.

Foto: FIESP

Indagada por Grácia Fragalá, diretora do Comitê de Responsabilidade Social da FIESP, acerca de metodologias avaliação desses investimentos, Anna citou o Grupo de Debates do BISC, formado pelos executivos sociais das empresas participantes, que, coletivamente, desenham processos e ferramentas para levantamento de informações sobre o retorno dos impactos dos investimentos sociais, bem como tendências acerca dos investimentos sociais corporativos brasileiros e sua equiparação com o mundo.

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A mesa de debates foi moderada por Raul Cutait, e contou, também, com a participação de José Marcelo Zacchi, secretário-geral no GIFE, e Stephen Kanitz, consultor de empresas e conferencista brasileiro e criador da edição Melhores e Maiores da revista Exame.

 

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