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Conheça as lideranças femininas que estão à frente da Comunitas

O salto no acesso das mulheres ao Ensino Superior é uma das principais conquistas femininas ao longo dos últimos anos. Por exemplo, em 2016, entre a população brasileira de 25 ou mais anos de idade, o percentual de mulheres com nível superior completo somava 23,5%, já entre os homens o número era de 20,7%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Porém, apesar de certas conquistas, a batalha feminina persiste. As mulheres ainda enfrentam desigualdade em diversos quesitos, à exemplo do mercado de trabalho, onde, ao contar cargos de gerência, o número chegou, inclusive, a diminuir: apenas 37,8% das posições de liderança eram ocupadas por mulheres em 2016 – contra 39% em 2015 e 39,5% cinco anos atrás.

Contrariando esses dados, a Comunitas possui os cargos de alto comando em sua maioria ocupados por mulheres, começando pela presidência, com a chefia de Regina Esteves.

 

Conheça algumas dirigentes que integram a equipe Comunitas.

 

Regina Esteves, diretora-presidente da Comunitas

“Estou à frente da Comunitas há 15 anos, e nesse tempo conheci e liderei mulheres inspiradoras. E também fui inspirada e aprendi com muitas delas, principalmente pela Ruth Cardoso, com quem tive a oportunidade de trabalhar durante muitos anos.

Acredito que ser mulher é também quebrar barreiras e trilhar o caminho apesar dos desafios. É preciso mudar essa lógica com iniciativas que tornem esse trajeto mais fácil de percorrer. Aliás: precisamos de ações que promovam uma efetiva igualdade.”

Leia também: Comunitas na Veja | O empreendedorismo social de Regina Esteves

 

Patricia Loyola, diretora de Gestão e Comunicação

“Em minha trajetória, tive e tenho a chance de liderar e ser liderada por mulheres, e vejo com grande relevância a importância desses bons modelos.

Já atuei em projetos de Diversidade, que envolviam a discussão de gênero em posições de liderança, e na época fui surpreendida com a informação de que, na empresa onde eu trabalhava, os salários de mulheres eram maiores que o de homens em uma mesma categoria gerencial. Ao aprofundar a análise, foi esclarecida que a razão para isto acontecer era o maior volume de promoções aos homens, condição que mantinha as mulheres por mais tempo em sua categoria acumulando ajustes anuais.

Já estudei e participei de projetos sobre os vieses inconscientes e sua influência na manutenção do status quo, que envolve discussão por maior equidade de gênero. Por estarem presentes a todo momento, tanto em homens como mulheres, busco estar atenta a eles em minhas decisões profissionais e pessoais, inclusive, como na criação do meu filho e da minha filha.”

 

Bruna Santos, diretora de Conhecimento e Inovação

“Me orgulho e busco me empoderar durante toda minha trajetória. Nenhum passo dela teria sido possível se eu não tivesse tido não só mentora(e)s, mas também a diligência e a atenção para aproveitar o melhor das experiências que a vida me colocava a disposição, mesmo as mais adversas. Sou ciente de ocupar um espaço de muitos privilégios. A consciência desses privilégios é necessária para que possamos trabalhar por políticas que transformem o Brasil em um país igualitário pra todas e todos que vivem nele. Por isso a importância da consciência do lugar que ocupamos no mundo ter recorte de gênero, raça, classe e momento histórico.

O Brasil tem, por exemplo, uma população de mulheres negras que representam 23% da sua população e esse grupo figura em todos os piores indicadores sociais, de renda, de acesso à educação e saúde! Não posso falar sobre mim, do que é ser mulher nesse contexto, e não atentar para os problemas de representatividade, para a necessária sororidade e para o necessário compromisso comum com a construção de políticas que promovam a diversidade de modo transversal. Trabalhar com política pública é o meio que encontrei de transformar a sociedade e precisamos estar atentas para não nos rendermos ao conformismo diante das evidências de baixa representatividade. Ela é um elemento fundamental pra construção de uma sociedade mais justa. Temos que trabalhar para que mais meninas ousem na vida sem medo, aprendam sem limites e coloquem-se no mundo com toda sua força e fluidez.”

 

Ronyse Pacheco, diretora de Relações Institucionais

“Na minha trajetória profissional, na maioria das vezes, fui liderada por homens e liderei grandes equipes formadas eminentemente por homens. Algumas poucas vezes ouvi “mulher, nordestina, em São Paulo e na área de negócio… Não é muito complicado não?”. Esse prognóstico, felizmente, não sei se ajudou, mas também não foi ou é um problema. Pra ser bem sincera, nunca dei a menor “bola” pra ele (risos).

Mas sei que essa não é a regra e que o primeiro e segundo níveis de lideranças no mundo do trabalho ainda são ocupados, em sua maioria, por homens. Mas estamos chegando lá! Não podemos é deixar de inspirar e nos inspirar.”

 


 

Leia também: Tinha que ser mulher, com depoimentos de Regina Esteves, Raquel Lyra, Paula Mascarenhas e Ilona Szabó

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