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20 bilhões de reais em 10 anos: investimento do setor privado em programas sociais está consolidado

Dados fazem parte do relatório BISC 2017 e demonstram que as empresas parceiras do grupo têm atuação consolidada no campo social.

Você sabe o que o consumidor espera de uma empresa? Preço coerente, qualidade do serviço, bom atendimento? E se, além de tudo isso, um dos fatores mais importantes for o compromisso assumido pela empresa perante o meio ambiente e a sociedade?

Segundo pesquisa divulgada em 2017, os brasileiros são os consumidores mais conscientes do mundo. Realizada pela Union + Webster International, os dados mostram que 87% dos brasileiros pesquisados preferem comprar produtos ou serviços de empresas com responsabilidade social reconhecida, superando a média mundial de 77%. Além disso, os consumidores brasileiros não se importam em pagar até 10% a mais pela mercadoria dessas organizações.

São dados que deixaram a responsabilidade social na mira das empresas brasileiras e multinacionais, que a perceberam como estratégia para agregar mais valor ao negócio.

É o que afirma a pesquisa BISC 2017 – que analisa um grupo selecionado de empresas e fundações parceiras. Apesar do impacto da recessão, que ocasionou uma queda de 19% no volume de recursos investidos em 2016, a última década registrou uma tendência positiva de crescimento. A média anual dos valores investidos pelo grupo BISC, no período de 2007 até 2011, foi de R$ 2,3 bilhões; nos últimos cinco anos essa média subiu para R$ 2,8 bilhões por ano.

“Atualmente, as empresas não fazem investimentos somente por pressão social, mas também porque investir na causa social com alinhamento aos negócios acaba gerando ainda mais oportunidades de negócio”, afirma Cristiane Mano, editora da revista EXAME e coordenadora do Guia Exame de Sustentabilidade.

Para a coordenadora da pesquisa, a especialista Anna Peliano, alguns fatores combinados fazem com que, mesmo em época de crise, o investimento social privado mantenha-se consolidado. “A atuação social das empresas decorre de uma série de fatores que se sobrepõem à crise econômica. Compromissos sociais, interesses dos negócios e pressões da sociedade são determinantes para a sustentabilidade dos investimentos sociais e ganham relevância redobrada em conjunturas mais desfavoráveis”, explica.

Mas a transformação não veio somente em forma de investimento monetário. Ainda segundo o BISC, as lideranças empresariais anseiam ser transformadores e contribuir para mudanças de longo prazo no país. Nesse ponto, as empresas têm investido prioritariamente em educação, na esperança de contribuir para a solução dos problemas sociais.

Isso se reflete na parcela dos investimentos destinados a atividades educacionais, que absorveram em torno de 40% do total investido pelas empresas durante todo o período analisado. Em um distante segundo lugar, encontra-se a área da cultura, com uma participação de cerca de 20% do total dos recursos investidos. Somente em 2016 as empresas investiram R$ 926 milhões em projetos educacionais.

“Essa forma de investimento gera valor para a própria empresa, além da sociedade, tornando o setor privado um importante sujeito de impacto social”, diz Patricia Loyola, diretora de Gestão e Comunicação da Comunitas.

 

Tem interesse em conhecer a pesquisa BISC? Entre em contato conosco.

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