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12 de outubro: Vamos pensar sobre o futuro de nosso país?

Tente voltar na sua infância agora. O que você se lembra? Provavelmente um momento onde suas necessidades básicas eram atendidas, correto? Um choro acalentado, a fome saciada, a energia gastada e a educação aprendida. Ao menos deveriam ser.

Segundo dados do Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil, lançados em 2017, mais de 17,3 milhões de crianças e adolescentes até 14 anos vivem em domicílios de baixa renda, isso equivale a 40,2% da população da faixa etária – quase metade. E mais: destas, 6 milhões vivem em situação de extrema pobreza no Brasil. O mesmo relatório diz que existem 2,6 milhões de crianças em situação de trabalho infantil.

Já a taxa de mortalidade infantil foi de 13,8 mortes por mil nascidos vivos no Brasil, segundo o IBGE, em 2015. Foi a menor taxa em 11 anos, mas ainda longe da ideal. Na educação, exatamente 2.486.245 crianças e adolescentes de 4 e 17 anos estão fora da escola, em estudo realizado pela ONG Todos pela Educação, em 2015. Ainda, quase 18,4% dos homicídios no país são praticados contra crianças e adolescentes – cerca de 80% deles com armas de fogo.

São dados alarmantes. E porque estamos publicando tudo isso? A Comunitas acredita que o respeito aos direitos da criança são essenciais para uma verdadeira transformação do país. Usando nosso objetivo de unir esforços entre a gestão pública, o setor privado e a sociedade civil, temos a intenção de não deixar que tantos sonhos inocentes sejam rompidos.

Na escola

Na escola é onde as crianças vão experimentar novas descobertas fora do núcleo familiar, sendo um dos mais importantes ambientes de desenvolvimento humano. Por esse motivo, a qualidade da educação básica é de fundamental importância na construção da personalidade e do conhecimento.

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Em Paraty (RJ) e Pelotas (RS), as prefeituras, com o apoio do Juntos, assumiram o compromisso de introduzir uma cultura de gestão por resultados nas escolas das redes municipais, por meio do  Plano Municipal de Educação, construídos em conjunto com a comunidade e de uma comissão ampliada formada por representantes de organizações especializadas em educação.

Na alimentação

A alimentação é um dos fatores essenciais para um crescimento contínuo e saudável das crianças. Fonte constante de preocupação dos pais, a alimentação influencia, inclusive, no desempenho do aprendizado infantil. No ambiente escolar essa preocupação não deve ser diferente.

Com o intuito de estabelecer uma alimentação mais saudável para os alunos das escolas públicas de Paraty, o Juntos apoiou o projeto de requalificação do cardápio alimentar, Escola de Comer.

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A iniciativa reuniu chefes de cozinha e lideranças comunitárias, de forma voluntária, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, com a finalidade de reformular o cardápio alimentar dos alunos, utilizando ingredientes da agricultura familiar da região, fomentando a economia da cidade. Além disso, foi possível a aquisição de equipamentos para as cozinhas das escolas municipais, o que tornou possível incrementar o cardápio para os estudantes.

Aproximação dos pais

A participação dos pais na vida escolar das crianças é fundamental para que os pequenos percebam a importância do processo e criando um vínculo de compromisso, além de fazer com que se sintam valorizados e seguros.

Ainda em Santos, o projeto Coordenadores de Pais – desenvolvido pela Fundação Itaú Social, em parceria com a prefeitura, e viabilizado por meio do programa Juntos – aproxima e engaja pais da escola.

O projeto estimula o envolvimento dos pais na vida escolar dos filhos, principalmente famílias e comunidades de menor escolaridade e maior vulnerabilidade socioeconômica, bem como intensifica a participação dos pais nos esforços de melhoria do aprendizado. Atualmente há coordenadores em sete escolas municipais.

Para as mães

Cuidar de uma criança é um caminho de desafios, medos, inseguranças e expectativas, e a aprendizagem é desenvolvida ao longo do trajeto. As recentes e futuras mamães têm milhares de perguntas pairando na cabeça sobre a nova fase da sua vida e a do bebê.

E para auxiliar e amparar as futuras mamães nesse caminho de forma personalizada e, acima de tudo, humanizada, a Prefeitura de Santos (SP), com apoio do Programa Juntos, criou na cidade a Escola de Mães. Cocriado entre os servidores e a população, o espaço proporciona atividades gratuitas para acolhimento e auxilia às gestantes com cuidados durante o pré-natal e as mamães de crianças de até 1 ano, transformando-se em uma ferramenta para redução da mortalidade infantil na cidade.

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Até 2016, a Escola de Mães já formou 237 grupos, somando quase 2 mil participantes. Como principal resultado, o coeficiente de mortalidade infantil caiu de 13,69, em 2014, para 7,9, até abril de 2017, o menor índice da história da cidade.

Neste ano, a Escola de Mães venceu o prêmio de Escolha da Comunidade do Core 77 Design Awards – uma das principais premiações de design de produtos e serviços públicos do mundo.

Na prevenção

Cuidar da saúde também significa atenção ao bem-estar emocional. Um dos principais combustíveis para o aprendizado é a construção de condições emocionais positivas, fazendo com que as crianças aprimorem e compreendam as próprias emoções.

Em Paraty, com apoio do Juntos, os alunos do ensino fundamental trabalham a educação sócio-emocional, aprendendo a lidar com os sentimentos e criando uma nova ferramenta de enfrentamento de problemas como a indisciplina e violência.

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O Programa Compasso se inspira no programa americano Second Step (segundo passo), metodologia existente há 20 anos e que tem efeitos comprovados na prevenção à violência nas escolas, além de colaborar no aumento do desempenho acadêmico dos alunos.

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